
Dispo-me de mim e de desejos. Entre estas paredes que sabem mais de mim que eu mesma. Sou eu sem roupa, sem armaduras, sem defesas…
Retiro as indumentárias que escondem e prendem o meu ser, que me isolam de ti, de ninguém. Sou eu, com medos, com dúvidas, com interrogações, com pensamentos, com emoções, com fragilidades…reciclo cada um deles e fico cada vez mais eu.
Sinto-me cada vez mais transparente à medida que cai cada peça de roupa. Transparentemente com ambições e desejos mudos.
Quero-te presente. Quero presente ninguém.
tânia.santoz
